A lua de mel acaba quando começa a governar

Em mensagem enviada à Coluna do Gutierrez, governador eleito Marcos Rogério aponta a recuperação da capacidade de investimento do Estado como condição para enfrentar filas na saúde, ampliar os efetivos policiais e recuperar escolas.

 O dinheiro é o primeiro desafio

Marcos Rogério foi direto ao apresentar os desafios que considera prioritários para o início de seu governo: recuperar a capacidade de investimento de Rondônia. Na mensagem enviada à Coluna do Gutierrez, o governador eleito coloca essa questão como ponto de partida para enfrentar problemas acumulados em diferentes áreas da administração estadual.

Saúde: a fila é o problema imediato

O compromisso é garantir atendimento a quem espera por exames, consultas com especialistas e cirurgias. O planejamento também prevê a construção de hospitais de urgência em Porto Velho, com a substituição do João Paulo II, além de um hospital de traumas em Ji-Paraná. São projetos que exigirão recursos, cronograma e capacidade de execução.

Polícia precisa de efetivo

Na segurança pública, Marcos Rogério aponta a necessidade de recuperar a força de trabalho das polícias Militar, Civil e Penal. Aumentar o número de profissionais significa enfrentar questões de contratação, formação, distribuição de efetivos e custeio permanente. Não basta preencher vagas: será necessário garantir condições para que o reforço chegue à atividade policial.

Escolas à espera de recuperação

O governador eleito afirma que quase 60% das escolas precisam de reformas e adequações. Também destaca a necessidade de garantir professores em sala de aula. A declaração coloca duas questões na agenda: a recuperação da estrutura física da rede estadual e a presença de profissionais para assegurar o funcionamento das escolas.

A lua de mel tem prazo

A mensagem de Marcos Rogério oferece uma primeira indicação das prioridades que pretende enfrentar. Mas apresentar os problemas é diferente de resolvê-los. A execução dependerá da disponibilidade financeira, das decisões administrativas e da capacidade de estabelecer metas verificáveis.

A cobrança pública começará a se concentrar em perguntas concretas: quanto o Estado conseguirá investir, como as filas da saúde serão reduzidas, quando as obras hospitalares sairão do papel, como os efetivos policiais serão recompostos e qual será o cronograma de recuperação das escolas.

A lua de mel política tem prazo. A população não cobra apenas o diagnóstico, que já conhece na experiência diária dos serviços públicos. Cobra respostas, prazos e resultados.

O desafio de Marcos Rogério será transformar a recuperação da capacidade de investimento em melhorias que o cidadão consiga perceber na saúde, na segurança e na educação.

*Roberto Gutierrez é jornalista. Na comunicação desde outubro de 1976, passou por todas as mídias e há quase três décadas é editorialista e analista político.

 

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