O governador que Rondônia não teve

*Uma reflexão sobre o que Rondônia poderia ter construído nos últimos oito anos sob uma liderança com experiência empresarial, visão de mercado e capacidade de planejamento de longo prazo.*

 

*Reflexão*

Vamos imaginar, apenas como exercício de reflexão, que há oito anos Rondônia tivesse escolhido para governador alguém como Acir Gurgacz, hoje candidato a senador.

 

*Qualidades*

Alguém que, desde muito jovem, foi preparado para administrar, tomar decisões, enfrentar riscos e compreender que cada escolha tem consequências. Um empresário que passou décadas acompanhando as oscilações dos mercados, as mudanças na economia mundial e seus reflexos sobre Rondônia. Alguém que carrega a responsabilidade direta pela geração de mais de 30 mil empregos e que acumulou, ao longo dos anos, experiência empresarial e política muito acima da média.

 

*Ciência não exata*

Não estou dizendo que Acir teria acertado em tudo. Governar não é uma ciência exata e nenhum administrador está livre de erros. Mas é inevitável perguntar: que Rondônia teria hoje se, nos últimos oito anos, o Palácio Rio Madeira tivesse sido comandado por alguém com esse perfil?

 

*Possibilidade*

Talvez tivéssemos discutido menos o cotidiano da política e mais um projeto de desenvolvimento. Talvez estradas, logística, industrialização, agregação de valor à produção, energia, ciência, tecnologia e integração com os grandes mercados nacionais e internacionais estivessem no centro permanente da agenda.

 

*Qualidades*

Rondônia tem produção, território, localização estratégica e gente que trabalha. O que muitas vezes parece faltar é uma visão de Estado capaz de transformar essas vantagens em desenvolvimento estruturante.

 

É claro que ninguém pode garantir que um governo de Acir Gurgacz teria produzido esse resultado. Mas a comparação é inevitável com alguém cuja carreira militar o disciplinou como base para cumprir ordens (sim senhor, não senhor), colocado diante da missão de pensar por si e tomar decisões importantes que afetam quase dois milhões de Rondonienses. Até mesmo atrair uma boa assessoria se tornaria complico.

 

Porque administrar um Estado do tamanho e das possibilidades de Rondônia exige mais do que ocupar o cargo de governador. Exige preparo, experiência, capacidade de decisão e, principalmente, visão de futuro.

E talvez seja justamente aí que esteja a pergunta que incomoda: Rondônia está sendo administrada para o presente ou preparada para o futuro?

 

“Roberto Gutierrez é jornalista. Na comunicação desde outubro de 1976, passou por todas as mídias e há quase três décadas é editorialista e analista político.”

 

 

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