Prometer novamente o que teve 99% de oportunidade de fazer e não fez não seria abusar da credulidade do eleitor? Ele estava com Rocha e não fez.
Por Roberto Gutierrez – Em síntese, a artimanha de Fernando Máximo está em tentar transformar em promessa eleitoral a construção do Hospital João Paulo II, justamente aquilo que, quando teve a oportunidade de executar, não conseguiu entregar. Existem vídeos e reportagens documentando os dois na Bolsa de Valores, em São Paulo, com direito a lágrimas e orações ao lançar a tal pedra fundamental de uma obra ilusória, que mais uma vez está sendo usada por Máximo como moeda eleitoreira.
Esse cara é o máximo!
Marcos Rocha fez um governo medíocre e Fernando Máximo, na prática, foi parte importante desse governo e, portanto, também daquilo que deu errado. Mais do que isso: foi dentro dessa estrutura que ganhou notoriedade e construiu o capital político que hoje tenta transformar em candidatura ao Senado.
♬♬ Esse cara sou eu ♬♬
Enquanto a conveniência política estava do lado de dentro, Máximo usufruiu da vitrine, da estrutura e da visibilidade do governo. Agora, do lado de fora, ataca justamente a gestão da qual fez parte. É fácil cuspir na cumbuca depois de ter lambido.
Como disse o filósofo Confúcio Moura: “(…) o Senado da República não tem espaço para esse tipo de gente.”
Contraponto
A população acredita muito mais em Marcos Rogério, com capacidade de construir um novo João Paulo II, pois tem apontado caminhos bem fundamentados para melhorar o sistema de saúde em Rondônia, do que nas promessas de Máximo, que esbarram em comportamentos incoerentes, oportunistas e sem noção. Essa seria a nova máxima de uma enganação.
A internet não esquece
O registro mais forte é de 7 de julho de 2021, quando ocorreu o leilão na B3 para escolher o consórcio que construiria o novo Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro). A própria publicação oficial informa que o projeto substituiria gradualmente o João Paulo II.
Roberto Gutierrez é jornalista. Na comunicação desde outubro de 1976, passou por todas as mídias e há quase três décadas é editorialista e analista político.
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