Por mais que Fúria tente tomar um banho com novos aromas eleitorais, continuará com cheirinho de Marcos Rocha vencido.
Por Roberto Gutierrez – O que teria feito ruir o relacionamento entre o governador Marcos Rocha e seu candidato, Adailton Fúria?
A informação de que até a comunicação entre os dois teria sido bloqueada não vazaria com tanta facilidade se não houvesse interesse político em sua divulgação.
Fica a impressão de uma estratégia marota: anunciar o rompimento seria uma tentativa de retirar de Fúria o peso-morto de um governo que, aos olhos da crítica, mais atrapalha do que ajuda sua candidatura.
Memória recente
O problema é que eleição também é memória. Fúria foi escolhido por Rocha para sucedê-lo por uma articulação bem costura por Expedito Júnior. A associação entre os dois não nasceu ontem e não desaparece simplesmente porque a campanha agora precisa criar distância.
Se houve rompimento, é preciso explicar por quê. Se é apenas estratégia eleitoral, também.
Porque, agora, não adianta mais. Por mais que Fúria tente tomar um banho com novos aromas eleitorais, continuará com cheirinho de Marcos Rocha vencido.
Roberto Gutierrez é jornalista. Na comunicação desde outubro de 1976, passou por todas as mídias e há quase três décadas é editorialista e analista político.
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