A véspera, as apostas e o frio na barriga

Na reta final da campanha, Rondônia chega às urnas entre apostas de vitória no primeiro turno, movimentos de última hora e candidatos tentando transformar os últimos minutos em votos.

 

As últimas apostas

Os mais otimistas estão dizendo que Rondônia poderá não ter segundo turno. Há quem aposte que o senador Marcos Rogério poderá ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos. Outros preferem esperar a urna aberta antes de arriscar qualquer palpite.

Até aqui, as pesquisas colocam Marcos Rogério na dianteira, enquanto Hildon Chaves tenta ganhar terreno em Porto Velho e Adaílton Fúria aparece entre os nomes mais competitivos.

Hildon Chaves aposta numa reação forte na capital que possa alterar a fotografia da disputa. Fúria, por sua vez, chega à reta final sustentando uma posição competitiva nas pesquisas. É aquela velha história: pesquisa é fotografia; eleição é o filme.

 

Acir se emociona

O fato político desta sexta-feira, 2, foi a carreata de encerramento da campanha de Acir Gurgacz ao Senado.

O que muitas pessoas que participaram talvez não tenham percebido é que Acir percorreu avenidas, pontes e grandes obras de infraestrutura que ajudou a viabilizar ao longo de sua trajetória como prefeito e senador.

O percurso acabou se transformando também em uma espécie de reencontro com a própria história. Ao longo das ruas de Ji-Paraná, Acir recebeu manifestações de carinho e demonstrou emoção diante da receptividade encontrada durante a campanha. Ji-Paraná, a cidade onde começou parte importante de sua trajetória política voltou a ser cenário de sua despedida da campanha.

 

 Fotografia nacional

Em Minas, Lula ampliou vantagem, em São Paulo existe empate técnico com Flávio um ponto à frente de Lula. No Rio de Janeiro Lula obteve uma pequena melhora. Com essa fotografia, somada a uma possível abstenção que poderia chagar a 30%, existe a possibilidade de a eleição terminar neste domingo.  

 

Curiosidade

Uma coincidência curiosa desta eleição passa por Ouro Preto do Oeste. Dois ex-alunos do extinto Educandário Curumim podem chegar neste domingo a novos espaços na política: Indiara Barbosa, candidata a deputada federal pelo Novo no Paraná, e Ninho Testoni, candidato a deputado estadual em Rondônia.

Os dois foram colegas de sala, quando o Educandário Curumim ainda fazia parte da vida educacional como a primeira escola privada de Ouro Preto. É dessas pequenas coincidências que também se faz a história de uma eleição.

 

Como é a véspera?

Pediram-me para tentar descrever qual o sensação de um candidato no dia da eleição.

Deve ser igual a de um adolescente, na véspera de uma prova, que deixou tudo para estudar na última hora. Tenta revisar e entra em parafuso porque tem certeza que não entendeu nada.

 

Dinheiro vivo

A Polícia Federal está atenta às possíveis movimentações de dinheiro em espécie nesta reta final.

Por falar em dinheiro, alguém ainda lembra dos R$ 2 milhões apreendidos em Porto Velho no dia 3 de agosto?

Os valores estavam sendo transportados em um veículo, depois de terem sido sacados em uma agência bancária.

 

A carreata de Ninho

A carreata de encerramento da campanha de Ninho Testoni, em Ouro Preto do Oeste, surpreendeu pelo tamanho.

A mobilização lembrou a carreata da vitória de dois anos atrás, quando seu pai, Alex Testoni, conquistou a quarta reeleição para a Prefeitura.

Alex se emocionou ao acompanhar o movimento.

Para uma família que transformou a política de Ouro Preto em parte importante de sua trajetória, foi também uma cena carregada de simbolismo.

 

A história ainda não acabou

Se há uma coisa que a eleição ensina é que a história só pode ser contada depois que a urna fecha.

Lula, que disputa em 2026 sua décima eleição desde a primeira candidatura em 1982, já acumula uma trajetória eleitoral incomum: foi candidato a governador, deputado federal e, por seis vezes antes de 2026, disputou a Presidência.

A votação deste domingo acrescentará mais um capítulo a essa história.

Roberto Gutierrez é jornalista. Na comunicação desde outubro de 1976, passou por todas as mídias e há quase três décadas é editorialista e analista.

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